Não fostes capazes de vigiar comigo por uma hora?

 

Irmãos e irmãs em Cristo chegamos a mais uma Semana Santa que prepara o tempo Pascal na vida da Igreja, e como não destacar o grande amor do Senhor por nós que por sua Cruz e obediência nos introduz novamente no Reino do Pai cuja chave que abre o paraíso é a medida da cruz. Quero iniciar esta reflexão lembrando a passagem do Evangelista Mateus no Capítulo 26, 40 -41, quando o Senhor convida os seus discípulos e a nós para manter em vigilância. Para tudo é oportuno rezar, para que nosso corpo, nossa carne não seja tentada ao desanimo e á preguiça espiritual na busca do seu conforto momentâneo. Viemos neste mundo para um único propósito: Descobrir qual é a vontade de Deus em nossa vida e trilhando este caminho alcançar o eterno.

 Para Jesus o cálice foi amargo, mas, rejeitando a vontade humana que também gritava em sua carne, o Senhor não permitiu que o projeto do Pai fosse interrompido.  Ainda que na mais amarga dor da cruz e do sofrimento, Jesus conserva sua confiança. Há nesta atitude de vigilância de Jesus um grande antídoto contra o egoísmo deixando claro que fazendo a vontade do Pai se experimentará a Vitória final.

Vivemos no mundo das ilusões, dos relacionamentos sem bases profundas, na fuga da cruz, nas diversas e falsas promessas de felicidade, talvez por isso tanta angústia e tristeza nas pessoas, pois não há resignação. O Espírito está pronto, mas a carne humana é fraca, precisamos domar nossos instintos sempre, assim como um animal que necessita de cabresto para refrear seu querer irracional, precisamos dos freios religiosos e morais para nos ajudar a construir verdadeira felicidade que devemos ou não fazer levando-nos a perder este grande mistério de amor pela vida plena.  Nossos Jovens, adolescentes, adultos, famílias estão ludibriados pelos meios modernos e acabam dormindo e anestesiados no sono da morte. Há um projeto de felicidade para todos nós na vivência do amor, mas, assim como os discípulos, muitas vezes não queremos acreditar na palavra do mestre, fechando nossos corações e ouvidos esquecendo sempre de estar unido ao seu querer.

Que Jesus ressuscitado possa contar conosco para irradiar a força e o poder de sua ressurreição e assim possamos renovar a fé e esperança.

Com Nossa Senhora a mãe do Crucificado-ressuscitado possamos estar sempre atentos, vigilantes, a postos, para que no terceiro dia haja a ressurreição e a vida plena como prêmio de nossa fidelidade.  Vamos viver intensamente a Semana santa, a Páscoa, A Festa da Misericórdia como oportunidade de escuta e de mergulho na vontade do Senhor. Feliz e Santa Páscoa!!!

Pe. Mário Donizete Adorno